
Festa litúrgica: 19 de março
Conheça a vida e o legado de São José, celebrado em 19 de março. Descubra tudo sobre a história de São José, incluindo sua biografia, frases, orações e símbolos que representam sua vida como santo da Igreja Católica.

Desposado com Maria, recebe em sonho o anúncio do anjo e a acolhe como esposa.
Vai de Nazaré a Belém por causa do recenseamento; ali nasce Jesus.
Apresenta o Menino no Templo com Maria e ouve a profecia de Simeão.
Foge com o Menino e sua mãe para o Egito e, depois da morte de Herodes, fixa-se em Nazaré, na Galileia.
Na peregrinação a Jerusalém, encontra com Maria o Menino de doze anos no Templo. É a última vez que os Evangelhos o mencionam.
Em 8 de dezembro, o Beato Pio IX o declara Padroeiro da Igreja Universal (decreto Quemadmodum Deus).
São José é o esposo da Virgem Maria e o pai que, na terra, guardou e educou Jesus. Os Evangelhos dizem pouco sobre ele, e quase tudo está nos dois primeiros capítulos de Mateus e de Lucas. Sabemos que era da casa de Davi, que trabalhava como carpinteiro e que Mateus o chama de “homem justo”. Em quatro sonhos, Deus lhe mostrou o que fazer, e ele obedeceu sem dizer uma palavra que o Evangelho tenha guardado.
Não se sabe quando nem onde nasceu, nem quando morreu. José já não aparece durante a vida pública de Jesus, e por isso se supõe que tenha morrido antes dela. A tradição o imagina morrendo entre Jesus e Maria. Daí vem a devoção que o invoca como padroeiro da boa morte.
A Igreja o celebra em 19 de março, como esposo de Maria, e em 1º de maio, como São José Operário. O Beato Pio IX o declarou padroeiro da Igreja Católica em 8 de dezembro de 1870. Pio XII o apresentou como padroeiro dos operários, e São João Paulo II escreveu sobre ele como “guardião do Redentor”. Em 2020, nos 150 anos daquela declaração, o Papa Francisco lhe dedicou a carta apostólica Patris corde.

Mateus abre o Evangelho com a genealogia de Jesus e chama José de “filho de Davi”. Pela descendência davídica de José, Jesus é inserido na linhagem da promessa. Lucas o apresenta já desposado com Maria, em Nazaré. Os dois evangelistas narram pouco, mas o bastante, como observa Francisco, para mostrar que tipo de pai ele foi.
Diante da gravidez inexplicável da noiva, José não pensou no próprio orgulho. Decidiu deixá-la em segredo, para não expô-la à infâmia e ao risco da lapidação. Foi então que, em sonho, o anjo lhe disse: “Não temas receber a Maria, tua esposa, porque o que nela está gerado é obra do Espírito Santo” (Mt 1,20). José acordou e fez o que o anjo mandara. Mateus o chama de justo (Mt 1,19). A justiça, aqui, inclui a misericórdia.
Por causa do recenseamento, José subiu de Nazaré a Belém com Maria, e ali viu o Messias nascer num estábulo (Lc 2,1-7). Com ela apresentou o Menino no Templo (Lc 2,22-35). Quando Herodes procurou matar Jesus, um novo sonho mandou-o fugir, e a família viveu como estrangeira no Egito (Mt 2,13-18). Outros dois sonhos marcam a volta: a notícia da morte de Herodes e a orientação para se fixar na Galileia, em Nazaré (Mt 2,19-23). Francisco vê nessa fuga a figura dos migrantes de hoje e escreve: “creio que São José seja verdadeiramente um padroeiro especial para quantos têm que deixar a sua terra por causa das guerras, do ódio, da perseguição e da miséria”.
Em Nazaré, José trabalhou para sustentar a família. Os vizinhos de Jesus o chamavam “o filho do carpinteiro” (Mt 13,55). A palavra grega, tékton, pode designar o artesão em geral, mas São Justino já a entendia como carpinteiro, e a tradição seguiu essa leitura. Todos os anos a família subia a Jerusalém para a Páscoa. Quando Jesus tinha doze anos, José e Maria o procuraram angustiados durante três dias, até encontrá-lo no Templo, entre os doutores (Lc 2,41-51). É a última vez que os Evangelhos falam dele.
Nenhum Evangelho mostra José durante a pregação de Jesus, no Calvário ou na Ressurreição. Em Caná e no resto do Novo Testamento, ele já não é mencionado. O Vatican News resume: provavelmente morreu, “mas não sabemos como e quando, muito menos onde foi sepultado”. A tradição o imagina morrendo assistido por Jesus e por Maria. Por isso o povo o invoca como protetor dos moribundos e padroeiro da boa morte. Os Evangelhos não descrevem essa cena. Ela pertence à piedade cristã.
A devoção a José cresceu devagar. A Enciclopédia Católica situa no pontificado de Sisto IV (1471-1484) a entrada da festa de 19 de março no calendário romano. Santa Teresa de Ávila o tomou como advogado e intercessor e recomendava a todos que recorressem a ele. Os Carmelitas Descalços o escolheram como padroeiro em 1621. Pio IX estendeu a toda a Igreja a festa do Patrocínio, em 1847, e em 8 de dezembro de 1870, pelo decreto Quemadmodum Deus, declarou São José padroeiro da Igreja Católica.
Em 1º de maio de 1955, Pio XII instituiu a memória de São José Operário, para que os trabalhadores não perdessem o sentido cristão do trabalho. Em 15 de agosto de 1989, João Paulo II publicou a exortação apostólica Redemptoris custos, sobre a figura e a missão de José na vida de Cristo e da Igreja. Em 8 de dezembro de 2020, Francisco escreveu a Patris corde e descreveu José como pai amado, terno, obediente, acolhedor, de coragem criativa, trabalhador e “na sombra”.
A piedade popular reserva a São José as quartas-feiras e todo o mês de março. Francisco recorda também a expressão Ite ad Joseph, “Ide a José”, tirada da história do patriarca José do Egito (Gn 41,55). Na mesma linha, contou às famílias, em Manila, que guarda sobre a escrivaninha uma imagem de São José dormindo e que, quando tem um problema, põe debaixo dela um bilhete. É um testemunho pessoal do Papa, não uma prática que a Igreja prescreva.
“Não conheço nenhuma pessoa que realmente lhe seja devota e a ele se dedique particularmente, que não progrida na virtude; porque ele ajuda muito as almas que a ele se encomendam.” (Santa Teresa de Ávila, Livro da Vida, cap. 6)
“Todos podem encontrar em São José – o homem que passa despercebido, o homem da presença cotidiana discreta e escondida – um intercessor, um amparo e uma guia nos momentos de dificuldade.” (Papa Francisco, carta apostólica Patris corde, 8 de dezembro de 2020)
“Não se nasce pai, torna-se tal... E não se torna pai apenas porque se colocou no mundo um filho, mas porque se cuida responsavelmente dele.” (Papa Francisco, Patris corde, n. 7)
“A felicidade de José não se situa na lógica do sacrifício de si mesmo, mas na lógica do dom de si mesmo.” (Papa Francisco, Patris corde, n. 7)
Salve, guardião do Redentor e esposo da Virgem Maria! A vós, Deus confiou o seu Filho; em vós, Maria depositou a sua confiança; convosco, Cristo tornou-Se homem. Ó Bem-aventurado José, mostrai-vos pai também para nós e guiai-nos no caminho da vida. Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem, e defendei-nos de todo o mal. Amém.
A vós, São José, recorremos em nossa tribulação e, tendo implorado o auxílio de vossa santíssima esposa, cheios de confiança solicitamos também o vosso patrocínio. Por esse laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente vos suplicamos que lanceis um olhar favorável sobre a herança que Jesus Cristo conquistou com o seu sangue, e nos socorrais em nossas necessidades com o vosso auxílio e poder. Protegei, ó guarda providente da Divina Família, o povo eleito de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas, e assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus das ciladas do Inimigo e de toda adversidade. Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, a fim de que, a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no céu a eterna bem-aventurança. Amém.
Deus todo-poderoso, pelas preces de São José, a quem confiastes as primícias da Igreja, concedei que ela possa levar à plenitude os mistérios da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Ó São José, cuja proteção é tão grande, tão forte e tão imediata diante do trono de Deus, a vós confio todas as minhas intenções e desejos. Ajudai-me, São José, com a vossa poderosa intercessão, a obter todas as bênçãos espirituais por intercessão do vosso Filho adotivo, Jesus Cristo Nosso Senhor, de modo que, ao confiar-me, aqui na terra, ao vosso poder celestial, Vos tribute o meu agradecimento e homenagem. Ó São José, eu nunca me canso de contemplar-Vos com Jesus adormecido nos vossos braços. Não ouso aproximar-me enquanto Ele repousa junto do vosso coração. Abraçai-O em meu nome, beijai por mim o seu delicado rosto e pedi-Lhe que me devolva esse beijo quando eu exalar o meu último suspiro. São José, padroeiro das almas que partem, rogai por mim! Amém.
Ó glorioso São José, Pai e Protetor das almas virgens, nosso Pai e Provedor, guarda fiel a quem Deus confiou Jesus, que é a mesma inocência, e Maria, a Virgem das virgens: Nós vos suplicamos e constantemente rogamos, por Jesus e Maria, esse dúplice penhor a Vós tão caro, façais que, preservados de toda mancha, incontaminados no pensamento, puros de coração e castos de corpo, sirvamos constantemente a Jesus e Maria, em uma perfeita castidade. Amém. V. São José, nosso pai e provedor, rogai por nós.
Oh! meu querido Santo Trabalhador, que em vida fizestes a vontade de Deus através do trabalho, abra as portas do comércio para que eu possa conseguir um emprego. Dai-me forças e coragem para não desistir no primeiro não. Que eu tenha a disposição de Santa Teresa D’Ávila, a simplicidade de Maria de Nazaré, a força de Santo Antonio. Orienta os nossos governantes para a distribuição dos bens do país. Protege as nossas famílias para que não se deixem vencer pela seca, pelo medo, pela violência, pela falta de trabalho e dê esperança no Domingo da ressurreição. Meu São José, padroeiro dos trabalhadores, não me deixe sem o pão de cada dia e sem perspectiva de um novo dia para minha família. Por Cristo Senhor Nosso. Amém.







Em 19 de março, a Igreja celebra São José como esposo da Virgem Maria e padroeiro da Igreja universal. Em 1º de maio, celebra São José Operário, protetor dos trabalhadores. A memória de 1º de maio foi estabelecida pelo Papa Pio XII em 1955, para ajudar os trabalhadores a não perderem o sentido cristão do trabalho. O Papa Francisco lembra que Pio XII apresentou São José como "Padroeiro dos operários".
Ele foi declarado padroeiro da Igreja Católica pelo Beato Pio IX, em 8 de dezembro de 1870. Segundo São João Paulo II, Pio IX o fez em tempos difíceis para a Igreja, desejando confiá-la à proteção especial de São José. Para marcar os 150 anos dessa declaração, o Papa Francisco publicou a carta apostólica Patris corde, em 8 de dezembro de 2020.
Os Evangelhos não o mencionam durante a vida pública de Jesus, e por isso se deduz que tenha morrido antes que Jesus começasse a pregar. Segundo a tradição, ele morreu tendo junto de si Jesus e Maria, e por isso é invocado como protetor dos moribundos. O Papa Francisco registra que o povo o invoca como "padroeiro da boa morte".
Nos Evangelhos, José recebe a vontade de Deus por meio de quatro sonhos. Em 2015, em Manila, o Papa Francisco contou que tem na sua escrivaninha uma imagem de São José que dorme e que, enquanto dorme, cuida da Igreja. Quando tem um problema, disse o Papa, escreve um bilhete e o coloca debaixo da imagem, para que São José "o sonhe", isto é, reze por aquele problema.
Sim. O Evangelho de Mateus o apresenta como carpinteiro, quando os habitantes de Nazaré perguntam: "Não será este o filho do carpinteiro?". O Papa Francisco escreve que José trabalhou honestamente como carpinteiro para sustentar a família e que, com ele, Jesus aprendeu o valor, a dignidade e a alegria de comer o pão fruto do próprio trabalho.
Além das festas de 19 de março e 1º de maio, o Papa Francisco lembra que se dirigem a São José invocações especiais todas as quartas-feiras e, de modo particular, durante todo o mês de março, tradicionalmente dedicado a ele. Entre os santos que lhe foram devotos está Santa Teresa de Ávila, que o adotou como advogado e intercessor e incentivava outros a serem devotos dele.