
Festa litúrgica: 22 de outubro
Nascimento: 18/05/1920 (Wadowice, Polônia)
Morte: 02/04/2005 (Vaticano)
Conheça a vida e o legado de São João Paulo II, celebrado em 22 de outubro. Descubra tudo sobre a história de São João Paulo II, incluindo sua biografia, frases, orações e símbolos que representam sua vida como santo da Igreja Católica.
Beatificação01/05/2011 (Papa Bento XVI)
Canonização27/04/2014 (Papa Francisco)
Nasce em Wadowice, na Polônia, em 18 de maio.
26 anos
Ordenado sacerdote em Cracóvia, em 1º de novembro.
43 anos
Arcebispo de Cracóvia; participa de todas as sessões do Concílio Vaticano II.
58 anos
Eleito papa em 16 de outubro; inicia o pontificado em 22 de outubro.
60 anos
Primeira viagem ao Brasil; consagra a Basílica Nacional de Aparecida em 4 de julho.
84 anos
Morre no Vaticano em 2 de abril, véspera do Domingo da Divina Misericórdia.
Karol Wojtyła nasceu em Wadowice, no sul da Polônia, em 18 de maio de 1920. Em 1938 transferiu-se para Cracóvia a fim de estudar filosofia na Universidade Jaguelônica. Durante a guerra trabalhou como operário numa pedreira e depois numa fábrica química, e em outubro de 1942 entrou no seminário clandestino de Cracóvia. Recebeu a ordenação sacerdotal em 1º de novembro de 1946.
Eleito papa em 16 de outubro de 1978, depois de oito escrutínios, foi o primeiro pontífice eslavo da história e o primeiro não italiano desde Adriano VI, no século XVI. Morreu em 2 de abril de 2005, na véspera do domingo que ele mesmo dedicara à Divina Misericórdia. Bento XVI o beatificou em 1º de maio de 2011, e Francisco o canonizou em 27 de abril de 2014, na mesma celebração em que proclamou santo João XXIII.
A memória litúrgica, inscrita como facultativa no Calendário Romano Geral por decreto de 29 de maio de 2014, cai em 22 de outubro, aniversário da missa de início do pontificado, aquela em que ressoou o “Não tenhais medo”. No Brasil, sua lembrança está ligada às viagens apostólicas de 1980, 1991 e 1997 e às beatificações de Madre Paulina e de Frei Galvão. Nenhum documento o declarou padroeiro das famílias, mas Francisco, na homilia da canonização, chamou-o “o Papa da família”.

Karol viveu em Wadowice, a cidade onde nasceu e passou a infância, até 1938, quando partiu para Cracóvia e se matriculou na Universidade Jaguelônica. A ocupação alemã interrompeu a vida universitária, e no outono de 1940 ele já trabalhava numa pedreira e, mais tarde, numa fábrica química. Em outubro de 1942 ingressou no seminário clandestino de Cracóvia, e em 1º de novembro de 1946 foi ordenado sacerdote.
Pio XII nomeou-o bispo auxiliar de Cracóvia em 4 de julho de 1958, e a ordenação episcopal se deu em 28 de setembro do mesmo ano. Como lema escolheu Totus tuus, expressão tomada de São Luís Maria Grignion de Montfort. Na homilia da beatificação, Bento XVI descreveu o brasão, com a cruz de ouro, o “M” na parte inferior direita e o lema, e recordou a frase de Montfort da qual este procede: “Sou todo vosso e tudo o que possuo é vosso” (Tratado da Verdadeira Devoção, n. 266).
Primeiro como bispo auxiliar e, a partir de 13 de janeiro de 1964, como arcebispo de Cracóvia, participou de todas as sessões do Concílio Vaticano II. Paulo VI criou-o cardeal em 26 de junho de 1967. Em seu testamento, citado por Bento XVI, agradece ao Espírito Santo pelo Concílio, do qual se sentia devedor, e lembra ter tomado parte nele “desde o primeiro ao último dia”.
O ano de 1978 conheceu dois conclaves: o que se seguiu à morte de Paulo VI e o que se tornou necessário com a morte inesperada de João Paulo I. No segundo, na tarde de 16 de outubro, Wojtyła foi eleito. Seis dias depois, na missa de início do pontificado, pronunciou as palavras que ficariam ligadas ao seu nome: “Não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo!”. É esse 22 de outubro que a Igreja escolheu para a sua memória.
Segundo o perfil publicado pela Santa Sé, fez 104 viagens internacionais e 146 pela Itália, visitando 129 países. Escreveu 14 encíclicas, entre as quais Laborem exercens (1981), Sollicitudo rei socialis (1987) e Centesimus annus (1991), nas quais a leitura crítica se estende também ao capitalismo. Promulgou o novo Código de Direito Canônico em 1983 e reformou a Cúria Romana com a constituição Pastor bonus, de 1988. Convocou quinze sínodos dos bispos e proclamou 1.338 beatos e 482 santos.
A defesa dos direitos humanos e da liberdade religiosa acompanha todo o seu magistério, e o mesmo perfil considera “largamente reconhecido” o seu contributo para os acontecimentos que levaram à queda do muro de Berlim, em 1989. Oito anos antes, em 13 de maio de 1981, sofrera na Praça de São Pedro o atentado de Ali Ağca.
A primeira viagem ao Brasil estendeu-se de 30 de junho a 12 de julho de 1980, e nela, em 4 de julho, consagrou a nova Basílica Nacional de Aparecida. Na segunda, de 12 a 21 de outubro de 1991, percorreu dez cidades, de Natal, onde encerrou o XII Congresso Eucarístico Nacional, até Salvador, e em Florianópolis, no dia 18, beatificou Madre Paulina. A terceira levou-o ao Rio de Janeiro, de 2 a 6 de outubro de 1997, para o II Encontro Mundial do Papa com as Famílias, com o encontro no Maracanã, em 4 de outubro, e a missa no Aterro do Flamengo, no dia seguinte.
Em 25 de outubro de 1998 beatificou Frei Antônio de Sant'Anna Galvão juntamente com outros três servos de Deus, e na homilia recordou o frade que se dedicara “aos aflitos, aos doentes e aos escravos da sua época no Brasil”. Nove anos mais tarde, Bento XVI o canonizaria em São Paulo.
O Grande Jubileu do ano 2000, com o dia do perdão celebrado em 12 de março, foi o centro dos últimos anos do pontificado, que trouxeram também o agravamento progressivo da sua saúde. Bento XVI, que trabalhara a seu lado desde 1982, recordou que o Senhor “foi-o despojando de tudo”, sem que ele deixasse de guiar a Igreja. João Paulo II morreu na noite de 2 de abril de 2005.
Vinte e seis dias depois, Bento XVI dispensou o prazo de cinco anos previsto e permitiu a abertura da causa. A beatificação foi celebrada em 1º de maio de 2011, e a canonização em 27 de abril de 2014, II Domingo da Páscoa, ao lado de João XXIII. A proximidade com as famílias e com os jovens pertence à história do pontificado, ainda que nenhum documento lhe tenha conferido esse padroado.
A fotografia de Bernard Gotfryd mostra o papa na catedral de Katowice, na Polônia, em 1983. Pertence à coleção que o fotógrafo doou à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e está em domínio público.
“Não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo!” (São João Paulo II, homilia no início do pontificado, 22 de outubro de 1978)
“Totus tuus.” (Lema episcopal e papal de João Paulo II, tirado de São Luís Maria Grignion de Montfort, segundo o perfil biográfico da Santa Sé)
“São João Paulo II foi o Papa da família.” (Papa Francisco, homilia da canonização, 27 de abril de 2014)
“Feliz és tu, amado Papa João Paulo II, porque acreditaste!” (Papa Bento XVI, homilia da beatificação, 1º de maio de 2011)
Ó Deus, rico em misericórdia, que quisestes que São João Paulo, papa, presidisse a toda a vossa Igreja, concedei-nos que, instruídos pelos seus ensinamentos, abramos com confiança os nossos corações à graça salvadora de Cristo, único Redentor do homem. Ele, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. (Tradução da coleta latina do Missal Romano para 22 de outubro, aprovada pelo decreto de 2 de abril de 2011, Prot. N. 118/11/L. Substituir pelo texto oficial do Missal brasileiro, se diferente.)










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