
Festa litúrgica: 4 de outubro
Nascimento: 1181 ou 1182 (Assis, Itália)
Morte: 03/10/1226 (Assis, Itália)
Conheça a vida e o legado de São Francisco de Assis, celebrado em 4 de outubro. Descubra tudo sobre a história de São Francisco de Assis, incluindo sua biografia, frases, orações e símbolos que representam sua vida como santo da Igreja Católica.
BeatificaçãoNão se aplica
Canonização16/07/1228 (Papa Gregório IX)

Nasce em Assis, entre o fim de 1181 e o início de 1182, filho do comerciante de tecidos Pietro di Bernardone.
23 anos
Na igrejinha de São Damião, ouve o Crucifixo: “Vai, Francisco, e repara a minha Igreja em ruínas”.
27 anos
Com os primeiros companheiros, vai a Roma e recebe do Papa Inocêncio III a aprovação de sua forma de vida.
30 anos
Clara de Assis põe-se na escola de Francisco; nasce a Segunda Ordem, das Clarissas.
42 anos
No monte Alverne (La Verna), recebe os estigmas.
44 anos
Morre na Porciúncula, na noite de 3 de outubro.
Francisco nasceu em Assis, na Úmbria, entre o fim de 1181 e o início de 1182. Era filho de Pedro Bernardone, rico comerciante de tecidos, e de Pica, que, segundo antigas notícias, vinha de uma família nobre da Provença. Cresceu entre o conforto da casa paterna e os ideais cavaleirescos da época. Aos vinte anos foi à guerra contra Perúgia, caiu prisioneiro e voltou doente. Daí começou uma conversão lenta, que o levou a deixar tudo para viver o Evangelho ao pé da letra.
Em 1209, foi a Roma com os primeiros companheiros e obteve de Inocêncio III a aprovação da sua forma de vida. Com Santa Clara deu origem às Clarissas e, mais tarde, a uma ordem para os leigos. Em 1224, no monte Alverne, recebeu os estigmas. Morreu na Porciúncula, perto de Assis, em 3 de outubro de 1226, e foi canonizado menos de dois anos depois, por Gregório IX.
Pio XII o proclamou padroeiro principal da Itália, com Santa Catarina de Sena, em 1939. João Paulo II o declarou padroeiro dos que se dedicam à ecologia, em 1979. A Igreja o celebra em 4 de outubro.

No batismo, recebeu o nome de João. O pai depois passou a chamá-lo Francisco. A história de que teria nascido num estábulo, à semelhança de Cristo, é uma lenda tardia, do século XV, como nota a Enciclopédia Católica. O jovem gostava de festas e sonhava com feitos de cavalaria. A prisão e a doença depois da guerra contra Perúgia o abalaram. O Vatican News recorda as palavras ouvidas em sonho, em Espoleto: “Por que te inquietas em buscar o servo em vez do Senhor?”.
Dessa época são dois episódios que Francisco nunca esqueceu. Primeiro, o encontro com um leproso: desceu do cavalo e lhe deu o beijo da paz. Depois, por volta de 1205, a oração diante do crucifixo da igrejinha abandonada de São Damião, de onde ouviu: “Francisco, vai e repara a minha Igreja em ruínas”. A princípio entendeu a ordem ao pé da letra e pôs-se a reconstruir a capela com as próprias mãos. Bento XVI lembra que, em 1207, Inocêncio III sonhou com a basílica de Latrão prestes a ruir, sustentada por um religioso pequeno e insignificante, e mais tarde reconheceu Francisco nessa figura. A renovação viria de dentro da Igreja, em comunhão com o papa.
O pai não aceitava a generosidade do filho com os pobres e levou o caso ao bispo Guido. Francisco despojou-se das roupas diante dele e renunciou à herança. Em 1208, ao ouvir o Evangelho em que Jesus envia os apóstolos sem ouro, sem bolsa e sem duas túnicas (Mt 10), entendeu que era chamado a viver na pobreza e a pregar.
Os primeiros companheiros chegaram logo. Em 1209, Francisco os levou a Roma e apresentou a Inocêncio III o projeto de uma nova forma de vida cristã. O papa a aprovou, e Honório III confirmou a Regra definitiva em 29 de novembro de 1223. Os frades se fixaram na Porciúncula, a igrejinha de Santa Maria dos Anjos. Clara, jovem de família nobre de Assis, seguiu o mesmo caminho e deu início às “Pobres Damas”, as futuras Clarissas. Depois veio a Ordem Terceira, para os leigos. Com a bula Cum dilecti, de 1218, Honório III apoiou as missões dos Frades Menores na Europa e até no Marrocos.
Em 1219, durante a Cruzada, Francisco foi ao Egito e esteve presente no cerco de Damieta. Atravessou as linhas e pediu para falar com o sultão Malik al-Kamil, a quem pregou o Evangelho. As crônicas falam de uma acolhida benévola. Bento XVI propõe esse encontro como modelo de diálogo entre cristãos e muçulmanos, na verdade e no respeito.
No Natal de 1223, em Gréccio, Francisco quis “ver com os olhos do corpo” o Menino nascido em Belém e mandou preparar a manjedoura com palha, o boi e o burro. Diante dela, um sacerdote celebrou a Eucaristia. O Papa Francisco, na carta Admirabile signum, vê nesse gesto a origem do presépio. Em 1224, no monte Alverne, Francisco teve a visão do Crucificado em forma de serafim e recebeu os estigmas. Enfraquecido pela doença, compôs o Cântico do Irmão Sol, que o Vatican News chama de primeira obra-prima poética da literatura italiana. A encíclica Laudato si’ tira o título das suas primeiras palavras.
Francisco morreu em 3 de outubro de 1226, na Porciúncula, deitado no chão nu, depois de abençoar os frades. No Cântico, ele a chamara de “irmã morte”. Gregório IX o canonizou em Assis, em 16 de julho de 1228, e no dia seguinte lançou a primeira pedra da basílica que guarda o seu túmulo.
Em 18 de junho de 1939, Pio XII o proclamou padroeiro principal da Itália, ao lado de Santa Catarina de Sena. Em 29 de novembro de 1979, pela carta apostólica Inter sanctos, João Paulo II o declarou padroeiro celeste dos que se dedicam à ecologia. A ligação com os animais, tão presente nas imagens do santo, nasce das narrativas sobre ele e da devoção popular. Não há ato da Santa Sé que o faça padroeiro dos animais.
“Onde há pobreza com alegria, aí não há cobiça nem avareza.” (São Francisco de Assis, Admoestações, 27,3)
“Onde há caridade e sabedoria, aí não há temor nem ignorância.” (São Francisco de Assis, Admoestações, 27,1)
“Toda a humanidade tema, o universo inteiro trema e o céu exulte, quando no altar, na mão do sacerdote, está Cristo, o Filho do Deus vivo.” (São Francisco de Assis, Carta a toda a Ordem, 26, citada por Bento XVI na audiência geral de 27 de janeiro de 2010)
“Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras.” (São Francisco de Assis, Cântico das Criaturas, citado pelo Papa Francisco na encíclica Laudato si’, n. 1)
Ó altíssimo e glorioso Deus, iluminai as trevas do meu coração. Dai-me fé reta, esperança certa e caridade perfeita, sensibilidade e conhecimento, Senhor, para que eu cumpra o vosso santo e verdadeiro mandamento. Amém.
Senhor, Fazei de mim um instrumento de vossa Paz. Onde houver Ódio, que eu leve o Amor, Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão. Onde houver Discórdia, que eu leve a União. Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé. Onde houver Erro, que eu leve a Verdade. Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança. Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria. Onde houver Trevas, que eu leve a Luz! Ó Mestre, fazei que eu procure mais: consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois é dando, que se recebe. Perdoando, que se é perdoado e é morrendo, que se vive para a vida eterna! Amém
Ó São Francisco, estigmatizado do Monte Alverne, o mundo tem saudades de ti como imagem de Jesus Crucificado. Tem necessidade do teu coração aberto para Deus e para o homem, dos teus pés descalços e feridos, das tuas mãos trespassadas e implorantes. Tem saudades da tua voz fraca, mas forte pelo Evangelho. Ajuda, Francisco, os homens de hoje a reconhecerem o mal do pecado e a procurarem a purificação da penitência. Ajuda-os a libertarem-se das próprias estruturas de pecado, que oprimem a sociedade hodierna. Reaviva na consciência dos governantes a urgência da paz nas Nações e entre os povos. Infunde nos jovens o teu vigor de vida, capaz de fazer frente às insídias das múltiplas culturas da morte. Aos ofendidos por toda espécie de maldade, comunica, Francisco, a tua alegria de saber perdoar. A todos os crucificados pelo sofrimento, pela fome e pela guerra, reabre as portas da esperança. Amém.
Ó Deus, que fizestes São Francisco de Assis assemelhar-se ao Cristo por uma vida de humildade e pobreza, concedei que, trilhando o mesmo caminho, sigamos fielmente o vosso Filho, unindo-nos convosco na perfeita alegria. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.










A festa de São Francisco de Assis é celebrada em 4 de outubro. Ele morreu em 3 de outubro de 1226, na Porciúncula. Foi canonizado dois anos depois.
Em 29 de novembro de 1979, o Papa João Paulo II proclamou São Francisco de Assis padroeiro celeste dos que se dedicam à ecologia, pela carta apostólica Inter sanctos. O documento lembra que o santo percebeu de modo singular todas as obras do Criador e compôs o Cântico das Criaturas, no qual louva a Deus pelo irmão sol, pela irmã lua e pelas estrelas. Na encíclica Laudato si', o Papa Francisco o chama de "exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral". A mesma encíclica recorda que ele chegava a pregar às flores, "convidando-as a louvar o Senhor, como se gozassem do dom da razão", e dava a todas as criaturas o nome de irmãos e irmãs.
O Papa Pio XII proclamou São Francisco de Assis e Santa Catarina de Sena padroeiros principais da Itália por um breve de 18 de junho de 1939. O pedido partiu dos arcebispos italianos, que acolhiam o desejo comum dos fiéis. No documento, o Papa diz que Francisco, "pobrezinho e humilde, verdadeira imagem de Jesus Cristo", deu exemplos insuperáveis de vida evangélica aos homens do seu tempo e, com a sua Ordem tríplice, abriu novos caminhos para a correção dos costumes públicos e privados.
Segundo Bento XVI, em 1224, no eremitério de La Verna, Francisco viu o Crucificado na forma de um serafim e, desse encontro, recebeu os estigmas. O Papa descreve esse dom como expressão da sua íntima identificação com o Senhor. O Vatican News o apresenta como o primeiro santo da história a receber os estigmas.
O Papa Francisco, na carta apostólica Admirabile signum, situa a origem do presépio, tal como hoje o conhecemos, no Natal de 1223, em Gréccio, na Itália. Quinze dias antes do Natal, Francisco pediu a um homem do lugar, chamado João, que o ajudasse a "representar o Menino nascido em Belém". Na noite de Natal, frades e moradores da região reuniram-se diante de uma manjedoura com palha, um boi e um burro, e um sacerdote celebrou a Eucaristia sobre a manjedoura. Não havia imagens: o presépio foi formado pelas próprias pessoas presentes.
É o hino em que São Francisco louva a Deus por meio das criaturas; o Vatican News o chama de Cântico do Irmão Sol e de "primeira obra-prima poética da literatura italiana". Foi escrito quando Francisco já estava enfraquecido pela doença. Seus versos dão nome à encíclica Laudato si', que começa citando o santo: "Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras". Para Bento XVI, o Cântico nasce do sentido de fraternidade universal e do amor de Francisco pela criação.